O Newsletter do NÚCLEO Pensamento & Ação  
Junho 2009 - Ano 6, No. 6

NÚCLEO Pensamento & Ação - mais de 15 anos dedicados a soluções 
em desenvolvimento pessoal e profissional

Caro leitor,

 

Vou continuar usando meus acidentes linguísticos como fonte de artigos. No mês passado, aproveitei do acidental “Curatividade” e este mês “Mão na massa cinzenta”. O artigo do mês é uma bela metáfora que eu encontrei do autor Guy Finley, que já contribuiu com um artigo para nosso newsletter. O link do mês é para um belo filme sobre nosso planeta. Belo e instigante, devo dizer. Para os que estão preocupados com o meio ambiente, é ótimo assisti-lo.

 

Um abraço,

Arline Davis
Diretora Executiva
NÚCLEO Pensamento & Ação

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Coaching Moments Junho 2009:

  1. Artigo de Arline Davis

  2. Pensamento Poderoso do mês

  3. Link Bacana

  4. Artigo do Convidado do mês

  5. Calendário  

Arline Davis é Coach e formadora de Coaches. Ela convida seus clientes a "encontrar uma brecha e se meter nela para agir", pois adora fazer um projeto de vida acontecer. 

Fazer Coaching de Vida é uma maneira de otimizar o uso dos recursos que você tem para formular metas e comunicar-se com eficácia - consigo mesmo e com os outros.

Para informações e agendamento, lique para (21) 2511-1869 ou mande e-mail para nucleo@pnlnucleo.com.br

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  Artigo do mês:  MÃO NA MASSA... CINZENTA

 

Mais uma vez aconteceu de sair uma frase da minha boca e depois me escutar criando idéias. No mês passado eu escrevi o artigo sobre “Curatividade”, descoberta puramente (?) acidental devido à língua que enrolou durante um treinamento de criatividade. Desta vez, falando de criatividade, acabei falando “Tem que colocar a mão na massa.... cinzenta.”

 

A massa cinzenta é constituída pelo corpo celular dos neurônios que processam a informação no cérebro. Quando eu cunhei a frase, acho que minha mente inconsciente estava falando de pensamento poderoso em vez de apenas pensamento positivo. Como Coach, tenho apreciado muito trabalhar com o pensamento que leva à ação.

 

A frase me levou a pensar sobre um pensamento ativo e poderoso a respeito dos três enfoques de tempo: Passado, Presente e Futuro. Para cada um, ofereço um conjunto básico de perguntas poderosas.

 

O Passado – Reenquadrar

  • Como eu posso aprender com aquilo que aconteceu?
  • De que forma os eventos servem para eu evoluir?
  • Se meu passado ainda não está servindo para que eu aprenda e evolua, o que eu posso fazer a respeito?

O Presente – Viver

  • Onde está minha atenção?
  • Como posso agir agora para apoiar minhas metas, alinhado a meus valores?
  • Como mobilizar meus recursos neste momento?

O Futuro – Criar

  • Que legado quero deixar?
  • Como posso direcionar os aprendizados importantes da minha vida?
  • Como quero viver?

Na verdade, não há conjunto definitivo para nada. Estas perguntas podem ser modificadas à vontade. O bom, penso eu, é ter perguntas a fazer, pois a pergunta faz a mente buscar. Se são perguntas poderosas e positivas, a mente se ocupará de forma útil e focada. Torço para que sua mente seja desfrutada para apoiar a criar a vida que você sonhou.

  Pensamento Poderoso do mês:

 

“Eu não fujo de um desafio porque eu o temo. Em vez disso, eu corro em direção a ele, porque a melhor maneira de escapar do medo é pisoteá-lo.”

 

Nadia Comeneci, ginasta olímpica

 

  Link bacana:

 

http://www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U (dublado em português)

 

HOME, filme de autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.

   

  Autor Convidado: GUY FINLEY 

 

REINVINDIQUE A PERSPECTIVA DA PRESENÇA CONSCIENTE

 

Era uma vez um pai que foi passear com sua filhinha numa floresta perto de casa. Ele sabia que a quietude e beleza das árvores enormes fariam sua magia nela, como sempre tinha acontecido com ele mesmo. E ele tinha razão, o pequeno coração de sua filha estava em casa nas profundezas da floresta, no meio das árvores antigas. Tudo estava bem nos primeiros momentos, mas de repente, algo irrompeu na paz do lugar.

 

À medida que avançaram floresta adentro, o pai conseguia ver que a filha estava ficando consternada. Ela ficava olhando uma determinada árvore quando o sol passava atrás de uma nuvem, criando uma grande sombra que se mexia no solo da floresta. De todo lugar, surgiam formas escuras se alastrando, como se fossem pegá-la. Logo a luz se deslocava, criando movimento em outro lugar. Assim continua o espetáculo de sombras, de modo que num instante ficava encantada com entusiasmo vendo a beleza da luz e no instante seguinte, ficava amedrontada com as sombras que a espreitavam.

 

Ao ver o estado emocional da menina se intensificar, o pai percebia que a compreensão limitada dela não era suficiente para corrigir a condição negativa que tinha dentro. E assim, tomando ação antes que ela ficasse com mais medo, o pai tomou a filha pela mão.

 

“Venha querida,” ele disse e os dois saíram da floresta para um lugar que ele sabia que teria uma lição especial aguardando.


Caminharam mão em mão por vinte minutos, mais ou menos, sairam das árvores e subiram uma colina suave para seu topo onde poderiam ter uma vista panorâmica da floresta. Sentaram juntos numa escarpa e olharam, em silêncio, a floresta que estava lá embaixo. Que visual mágico!

 

A menina viu dezenas de sombras causadas pelas nuvens, mexendo-se debaixo do sol. Viu que os raios solares passando por cima da copa da floresta criavam sombras nas árvores que se estendiam e depois encolhiam para o nada.

Ela viu o todo da floresta e seu relacionamento invisível com o mundo ao seu redor. Sem palavras, ela percebeu que nenhum evento acontecia por si só. E o que havia de mais importante era que, desde seu novo ponto de vista, nada que a havia pertubado na floresta a pertubava agora. Ela se tranqüilizou. A paz voltou. Sua nova perspectiva de realidade havia oferecido este presente. Daquele dia em diante, sempre que entravam na floresta, ela não tinha mais medo.

Nós também, temos dentro de nós, uma vista superior, uma parte muito especial de nós mesmos dentro da qual podemos estar em paz, não importa o que possa estar acontecendo ao nosso redor. Esse estado ainda a ser alcançado pode ser chamado de autoconsciência. Através do seu poder, em vez de sermos arrastados pela identificação dolorosa com sombras passageiras da vida, podemos descobrir uma vida em paz, longe do alcance de qualquer medo.

Guy Finley é autor e diretor da Life of Learning Foundation. Contatos no site www.guyfinley.com .


 

 

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