NÚCLEO
Pensamento & Ação - mais de 12 anos dedicados a soluções Caro leitor, Neste mês, ofereço-lhe um artigo dentro do assunto Inteligência Emocional sobre sequestros emocionais e “resgates” que funcionam. O artigo do convidado é um belo texto sobre perdão nos relacionamentos, com abordagem espiritual, cuja fonte é o boletim “Daily OM”. Todos dois artigos podem ajudar você a introduzir mais inteligência emocional na sua vida e espero que lhe sejam úteis. Um abraço,
Arline Davis
Diretora Executiva NÚCLEO Pensamento & Ação Recebeu "Coaching Moments" através de um re-envio? Cadastre-se para receber todo mês no site: www.pnlnucleo.com.br/cadastro.asp Coaching Moments Outubro 2007:
Nem me lembro da primeira vez que ouvi isso, “Conte até dez...” Está na sabedoria popular que contar até dez dá uma oportunidade de você esfriar a cabeça quando está prestes a perder a paciência ou estourar de raiva. Eu, pessoalmente, já havia reparado que eu conseguia pensar um monte de besteiras entre um número e outro – o pensamento era veloz demais! Será que contar até dez dá conta do recado? Não muito bem quando está havendo um “sequestro emocional”. O que é um sequestro emocional? Aquilo que acontece no seu cérebro quando você fica com muita raiva – ou muito qualquer coisa emocional! Quando fica furioso, aborrecido, arrasado, etc., a ponto de não conseguir pensar e/ou se comunicar direito ou até de fazer tarefas que são normalmente simples, por exemplo, se enrolar na hora de sacar dinheiro no banco (OK, este foi exemplo pessoal, estava tão preocupada que nem havia reparado que o dinheiro não saía da máquina porque eu não havia inserido o cartão do banco uma segunda vez – estava perdida nos meus pensamentos de emoção de prepocupação). Chama-se sequestro, porque é como se fosse um sequestro de avião em que o sequestrador faz o avião pousar em outro lugar. Daniel Goleman, no seu livro Inteligência Emocional, descreve esse processo. Em condições normais, o tálamo de nosso cérebro recebe informações vindas dos cinco sentidos e age como um controlador de tráfego aéreo, para manter o fluxo de sinais. Ele envia os impulsos para a parte adequada do córtex (por exemplo, informações visuais vão para o córtex visual), que “pensa” sobre o impulso e dá um significado. Este signficado vai para a amígdala onde uma onda de peptídeos e hormônios são liberados para criar emoção e ação. Quando
há um “sequestro emocional”, o tálamo reage de uma forma
diferente. Como qualquer controlador de tráfego, ele pode reagir
rapidamente a ameaças em potencial. Quando isso acontece, o tálamo
desvia os sinais do córtex – o cérebro pensante – direto para a amígdala,
o pouso “forçado” do sequestro. Lembramos que a amígdala só pode
reagir baseada em padrões previamente armazenados. Como
fazer um resgate? Para evitar possíveis conseqüências negativas de um
sequestro, é importante praticar respostas que levem ao controle
emocional. Quando “sequestrado”, o
cérebro está inundado com eletroquímicas, mas mesmo assim, você
tem opções. Se tomar as rédeas da situação, as químicas não
persistem e dissipam-se de três a seis segundos. Repito
a pergunta, “Contar até dez funciona?”. No caso do sequestro, é
bem capaz de ser um resgate fraco demais. Um resgate digno de um
sequestro precisa ser uma tarefa cognitiva complexa com duração de
seis segundos. E fazer uma pausa em que se usa a parte analítica do seu
cérebro, por exemplo, matemática, linguagem, processos complexos do
canal visual ou auditivo ou qualquer pensamento de “alta ordem”. Se
acontecer de qualquer “botão de pausa” se tornar hábito, está na
hora de mudar para um novo! Exemplos a seguir: · Parte superior do formulário · Conte até seis em outro idioma que está aprendendo · Lembre dos Sete Anões e faça uma relação em ordem alfabética · Lembre de quaisquer seis capitais de países estrangeiros · Visualize seis detalhes de um lugar bonito · Conjugue verbos em alemão, francês, etc · Respire seis vezes enquanto imagina o trajeto do ar pelas narinas e pulmões · Dê nome a seis emoções que está experimentando · Encontre seis qualidades maravilhosas da pessoa com quem está brigando O fato de fazer uma pausa/resgate nestas horas não significa que o problema ou gatilho de sua emoção magicamente vá embora. Mas, você terá restabelecido a comunicação entre as partes do cérebro, que permite pensar com todos os seus recursos, para que você tome boas decisões e ações.
“Só há um canto do universo que você pode ter certeza de melhorar e este é você mesmo.” Aldous Huxley
Já ouviu falar de calculadoras de carbono? No site http://www.mycarbonfootprint.eu/pt/ você pode calcular quantos kgs de CO2 poderá economizar todos os anos, reduzindo suas emissões de carbono. A calculadora de carbono fornece-lhe diversas idéias para reduzir suas emissões de carbono através de simples alterações à sua rotina diária. A maioria são pequenas alterações de que nem se aperceberá.
Perdão
Poderoso Na
vida, sempre haverá momentos em que ficamos impactados pelas ações de
uma outra pessoa. Quando isso acontece, recebemos, muitas vezes, um
pedido de desculpas. E o normal é dizer “tudo bem”, “deixe pra lá”
ou algo do gênero, assim dizendo que estamos permitindo, aceitando e/ou
dando permissão para este comportamento acontecer outras vezes. Quando
dizemos “obrigado” ou “Eu aceito seu pedido de desculpas”, nós
nos obrigamos a ficar com nossos sentimentos ao invés de ignorá-los. Muitos
de nós sentimos que é mais fácil deixar para lá do que expressar
nosso desconforto com alguma coisa que aconteceu conosco. Enquanto isso
pode parecer, inicialmente, a melhor coisa a fazer, na verdade o que
acontece é que ficamos ligados a um padrão repetitivo de
comportamento; ao não ser honesto com a outra pessoa, perpetuamos o
ciclo de permitir que o outro atravesse, vez após vez, nossos limites
emocionais. Isto nos coloca na condição de ser vítima. Nós podemos
por um fim a esta corrente kármica ao primeiro, afirmando para o outro
que aceitamos seu pedido para receber o perdão – um simples
“obrigado” para ser o suficiente. Mas, para verdadeiramente criar um
senso maior de harmonia em nosso relacionamento, precisamos, com
gentileza e compaixão, expressar nossos anseios internos a respeito do
que aconteceu. Respirando
fundo e invocando os aspectos mais profundos de nosso espírito,
geralmente conseguimos encontrar as palavras certas e verbalizá-las de
maneira que permita que a outra pessoa reconheça as consequências do
que fez. Se conseguirmos lembrar que nossa resposta aos outros é importante, podemos começar a perceber que confiança e perdão andam de mãos dadas. E quando reagimos de uma forma que promove maior honestidade e candura, vamos estabelecer uma maneira mais positiva e poderosa de ser e interagir com outros.
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